FAMBRAS participa da abertura da 8ª turma do Programa Acolhitude na ESPM

Iniciativa reúne 54 jovens afegãos na Grande São Paulo e promove aprendizado da língua portuguesa, integração social, interculturalidade e desenvolvimento da autonomia

No último sábado, 8 de agosto, a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo, recebeu a abertura da 8ª turma do Programa Acolhitude, iniciativa voltada à integração social de jovens migrantes afegãos que vivem na Grande São Paulo. A nova turma conta com 54 participantes e dá continuidade a uma jornada de acolhimento, aprendizado e construção de autonomia.

Criado em maio de 2023 pela ESPM, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), integrante do Sistema das Nações Unidas, e a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (FAMBRAS), o Programa Acolhitude surgiu como uma resposta aos desafios enfrentados por afegãos que chegaram ao Brasil em decorrência da crise humanitária no país asiático.

Realizado no campus Vila Mariana da ESPM, o programa busca contribuir para que os participantes desenvolvam conhecimentos e habilidades linguísticas capazes de facilitar a comunicação no cotidiano, ampliar sua autonomia e fortalecer sua participação na sociedade brasileira.

A iniciativa é destinada a jovens de 15 a 35 anos, originários do Afeganistão e residentes na Grande São Paulo, incluindo beneficiários de visto ou residência por acolhida humanitária e solicitantes de refúgio.

Mais do que o ensino da língua portuguesa, o Acolhitude proporciona espaços de convivência, troca de experiências e aproximação entre diferentes culturas. Ao longo da jornada, os participantes passam por quatro etapas, que incluem oficinas de comunicação e língua portuguesa, vivências transformadoras e atividades de integração e socialização.

Um dos pilares da iniciativa é justamente a interculturalidade. O contato entre os jovens afegãos, estudantes da ESPM, professores, voluntários e representantes das organizações envolvidas cria oportunidades para o compartilhamento de experiências e para a formação de novos vínculos, contribuindo para que o acolhimento aconteça também por meio das relações humanas.

Parcerias que fortalecem o acolhimento

A cerimônia de abertura da nova turma reuniu representantes das instituições e organizações ligadas à iniciativa. Pela FAMBRAS, participou Delduque Martins, Diretor de Projetos e Relações Institucionais da Federação.

Também estiveram presentes Shabir Ahmad, presidente da ARRO – Organização de Resgate de Refugiados Afegãos; Ana Paula Pinhati, vice-presidente da ARRO; e Iracema Guimarães, coordenadora de Voluntariado da Escola de Português para Imigrantes e Refugiados do Instituto Estou Refugiado.

Na ESPM, o Acolhitude é desenvolvido por meio do CEDS – Centro de Desenvolvimento Socioambiental, núcleo criado em 2016 para integrar e promover ações relacionadas à sustentabilidade, responsabilidade social, ESG e negócios de impacto positivo.

A iniciativa é coordenada pela professora Maria Carolina Conejero, coordenadora do Programa Acolhitude e docente de graduação da ESPM, e conta também com a atuação da professora Elaine Cristina Barbato Andrade, profissional da área de Recursos Humanos e psicóloga com foco em desenvolvimento e acolhimento.

O trabalho conjunto entre instituições acadêmicas, organismos internacionais e entidades da sociedade civil amplia a rede de apoio oferecida aos participantes e contribui para transformar o processo de chegada ao Brasil em uma experiência de maior acolhimento, dignidade e pertencimento.

Acolhimento como caminho para a autonomia

O Programa Acolhitude também está alinhado aos princípios da Lei de Migração nº 13.445/2017, que estabelece direitos e garantias para migrantes no Brasil e prevê condições de igualdade entre imigrantes e nacionais. A proposta ainda dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas ao estimular inclusão, educação, redução de desigualdades e integração social.

Para a FAMBRAS, participar de iniciativas dessa natureza faz parte de uma atuação social e humanitária construída a partir do respeito à dignidade humana e do compromisso com pessoas que enfrentam situações de vulnerabilidade.

Ao iniciar sua 8ª turma, o Acolhitude reafirma que aprender um novo idioma é também abrir caminhos para estudar, trabalhar, estabelecer relações, compreender uma nova sociedade e reconstruir projetos de vida.

Com 54 novos participantes, a jornada que começa na ESPM representa mais uma oportunidade para que jovens afegãos encontrem no Brasil não apenas um novo lugar para viver, mas também espaços de convivência, conhecimento e integração.

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