Empregabilidade e acolhimento: Grupo FAMBRAS integra oficina estratégica do Programa de Patrocínio Comunitário

O Ministério da Justiça e Segurança Pública promoveu, em São Paulo, mais uma edição da Oficina de Fortalecimento de Capacidades em Patrocínio Comunitário, do dia 24 ao dia 26 de novembro, reunindo organizações da sociedade civil, agências internacionais, representantes do setor privado e instituições parceiras. O encontro aprofundou debates sobre acolhimento, empregabilidade, proteção e integração socioeconômica de refugiados afegãos no Brasil.

Ao longo dos três dias, equipes técnicas do MJSP, ACNUR, OIM e Pathways International conduziram sessões de capacitação, painéis de troca de experiências e atividades práticas voltadas ao aprimoramento do Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário. A agenda reforçou o papel das OSCs como pilares essenciais da política de reassentamento humanitário, confirmando que a integração bem-sucedida depende da articulação entre governo, iniciativa privada e sociedade civil organizada.

O Grupo FAMBRAS, representado pela Gerente de Recursos Humanos – Luciana de Lucca; Analista de Recrutamento Halal – Marcio Macedo e Juliana Intini – Integrante da Assessoria da Presidência do Grupo, apresentou sua atuação no eixo da empregabilidade, compartilhando iniciativas que vêm ampliando oportunidades para refugiados, trazendo dados atualizados sobre a empregabilidade de refugiados. 

Durante o evento, Amarilis Busch Tavares, Coordenadora-Geral do CONARE destacou que “O programa só funciona porque existe essa parceria com as organizações da sociedade civil”. Segundo ela, o modelo de patrocínio comunitário exige não apenas o acolhimento inicial, mas a construção de condições reais de autonomia para as famílias reassentadas. A coordenadora também reforçou a importância das comunidades locais e de parceiros nacionais e internacionais para a consolidação da estratégia de proteção.

Representando o ACNUR, a Assistente de Reassentamento e Vias Complementares – Andrea Zamur ressaltou que a oficina fortalece a rede de organizações envolvidas no programa ao oferecer capacitação técnica, orientações normativas e espaços qualificados de diálogo. “ A agência trabalha para ampliar oportunidades de emprego, reconhecer competências profissionais, apoiar validação de diplomas e fomentar iniciativas de economia solidária e inclusão financeira”, disse Andrea. 

A Gerente de RH do Grupo FAMBRAS explicou que a maior dificuldade enfrentada pelas OSCs está na recolocação profissional, sobretudo entre refugiados afegãos com alta escolaridade, que só conseguem atuar plenamente após a revalidação de diplomas. Segundo ela, muitos acabam aceitando empregos operacionais por um período limitado, até que possam exercer suas profissões de origem.

Luciana destacou a importância do encontro ao afirmar que a oficina “fortalece muito, por trazer novos vínculos, conteúdos e uma nova visão sobre o tema”. Ela também ressaltou como as ferramentas especializadas têm ampliado as oportunidades de inclusão profissional: “Plataformas como o Vagas.com e a ‘Empresas com Refugiados’, do ACNUR, facilitam esse processo e abrem novas portas para quem busca recolocação.”

A FAMBRAS também ressaltou que, nos últimos 22 meses, 948 refugiados de 44 nacionalidades foram acolhidos em 18 estados brasileiros, dados que ilustram a dimensão da política de reassentamento e a necessidade crescente de articulação intersetorial.

“O Grupo FAMBRAS têm mantido ótima consistência na captação e empregabilidade de refugiados aqui no Brasil, ajudando na inclusão social, fazendo com que essas pessoas se sintam acolhidas. O Grupo FAMBRAS se orgulha de ter esse olhar humano com todas as pessoas”. Explicou o Analista de Recrutamento Halal – Márcio Macedo sobre a captação e empregabilidade de imigrantes e refugiados do Grupo.

A oficina reforçou, ao final, a importância de consolidar redes colaborativas, ampliar parcerias com empresas e fortalecer as competências técnicas das OSCs. Para todos os participantes, o encontro reafirmou que o patrocínio comunitário é uma ferramenta estratégica para a proteção e a integração de refugiados, e que seu sucesso depende da união entre governo, sociedade civil, organismos internacionais e setor produtivo.

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